terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"Sobre nada no mundo sei tão pouco como sobre mim própria!"

Durante a espera secante no centro de saúde, voltei a pegar num livro que me ofereceram em 2007 no meu aniversário e eu só tinha lido as primeiras 43 páginas, interessante verificar que apesar do tempo ter passado não me esqueci do que tinha lido.
Então num dos capitulos encontrei algo interessante, parecia que o que foi escrito, tinha sido escrito por mim, para mim, reflecte tão bem como me senti há uns tempos e como em muitas vezes me volto a sentir, há dias sem cor, tristes vazios, de busca e procura!
Mas procurar o quê?
A quem?

"Mas o que era isso que querias aprender com doutrinas e com mestres e que eles, que tanto te ensinaram, não te podiam ensinar? E compreendeu: Era o eu, cujo sentido e natureza eu queria conhecer. Era o eu, de que eu queria libertar-me, que eu queria vencer. Mas não fui capaz de o vencer, apenas de o enganar, de fugir dele, esconder-me dele. Na verdade, nada no mundo ocupou tanto os meus pensamentos como este eu, este enigma, o facto de eu estar vivo, de existir separado e isolado dos outros... E sobre nada no mundo sei tão pouco como sobre mim próprio..."
Hermann Hesse- Siddhartha- um poema indiano

Ou nessa procura desenfreada há uma fuga à realidade, a quem sou, ao eu, ao meu próprio eu, que me magoa, em que por muitos momentos não gosto, não aceito, rejeito!
É uma fuga às atitudes que me magoam, as minhas atitudes?
As atitudes dos outros?
Porque rejeito eu atitudes exteriores? Porque condeno?
Será que é porque vejo nessas atitudes um pouco do que não gosto em mim!
Reprovo no outro, o que me identifica com ele?
Procuro desenvolver uma atitude sádia, encarar quem sou, como sou, não fugir de mim, mesma, não posso.
Tenho sim que olhar para mim e valorizar quem sou.
E neste processo têm aparecido pessoas no meu caminho que me fazem lembrar o potencial que há em mim, e não me largam enquanto não respondo às suas perguntas:
- Mas o que fazes aí?
- Porque estás nesse trabalho?
- Porque não vais?... Vai...!
-Estás a desperdiçar-te!
Estas perguntas, mexem comigo, e vêm restaurar os meus sonhos! Sonhos que por uns tempos julguei perdidos, esquecidos!
Dar aulas, é um deles, está a ser restaurado, há novos planos!
O Livro de poemas também está com umas ideias brilhantes, obrigada por todos os que me têm incentivado a não desistir deste sonho, agora estou na fase de arregaçar as mangas e vamos lá! Compilar a cena eheheheh
Outro sonho esse já tornado realidade, ainda não tive o privilégio de ouvir, mas sei de fonte seguríssima, que já está pronta a tal música, cuja letra é um dos meus poemas, estou desejando ouvir ;)
ehehehehe
vai aparecer num cd eheheheh
Bem quem lê isto dirá: Olha lá a orgulhosa!
Mas to tão contente!
Desejei tanto que se torna-se realidade e agora que o é, parece inacreditável ;D

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