terça-feira, 28 de abril de 2009



Praia de Faro
maré vazia
humidade no ar
o vento faz a folha voar!!!
Sinto o vento no corpo descoberto, as gotas do mar, comigo vêm ter, mas o vento estranhamente não faz a areia levantar.
Pelo menos não a sinto, tirei os óculos para ver melhor: Não! A areia não anda no ar!
Por cima de mim sobrevoou uma gaivota, ao passar a voar, vi a sua sombra na areia, já passou, via-a de costas.
Ao caminhar uma frase, veio a meu pensamento, conheço-a, ficou a ressoar na minha mente “Faz postes que te guiem”...
“Levanta para ti sinais, faze para ti altos marcos, aplica o teu coração à vereda, ao caminho por onde andaste; volta, pois, ó virgem de Israel, regressa a estas tuas cidades.” Jeremias 31:21, a apanhar pedras eu vinha, pedrinha por pedrinha, primeiro as brancas eu queria, mas a nenhuma encontrava, vi umas pedrinhas cinzentas, consideradas pretas, apanhei-as, porque haveria eu de fazer diferença entre pretas e brancas?
Tenho frio! Sinto o vento e a humidade, de repente, ficou cinzento, o sol escondeu-se, estão muitas nuvens cinzentas, o mar está cinzento, verde claro e escuro!
Ergue postes que te guiem, presta atenção ao caminho, à vereda pela qual vais, as nuvens descobriram o sol, aqui estou sentada na areia, aqui escrevo para memorial.
Ao caminhar depois de apanhar as pedras pretas, algumas brancas comecei a encontrar, contente fiquei, comigo as vou levar!
Andava entretida a apanhar pedras, brancas e pretas, até que olhei para trás e vi algo a brilhar.
Por aqui passou outra gaivota, lá vai ela a pairar!
Voltei atrás para ver o que era aquilo que brilhava, fui devagar, sem pressa, mas as ondas fugiam à minha frente e a areia vieram molhar, molharam o que brilhava e pronto pensei: Não corri, não vou conseguir ver, mas entretanto uma pedra grande encontrei, meio castanha, meio amarela, aqui está agora a meu lado, como é pesada, ainda estou a pensar como a vou levar.
Passei por esta pedra, vi o que era e continuei, tinha que chegar ao que antes brilhava para ver o que era, no caminho pensei será um vidro, talvez, estava convencida que seria, mas não era, era então uma tampa amarela de uma lata de conserva de ¼ club, a qual havia brilhado, agora molhada estava, apanhei-a e joguei-a para longe, somente para a mudar de lugar...
Retomei o meu caminho e para a frente voltei a caminhar, e fui buscar a tal pedra pesada que aqui a meu lado está, ao pensar no versículo e remetendo para o velho testamento, lembrei aqueles montes de pedras para memorial que faziam na sua caminhada pelo deserto.
Levarei estas pedras comigo e as erguerei umas sobre as outras, de novo o sol se escondeu, mais cinzento o céu ficou, estou arrepiada, sinto a humidade no ar, como se fosse uma chuva muito miudinha, aqui estão as ondas diante de mim a rebentar, o sol espreita e aqui estou, perto visualizo duas pequenas gaivotas a caminhar, correm, acabaram de passar à minha frente, lá vão elas, uma voltou para trás, anda petiscando, está quase à minha frente, lá vai ela, nos seus passinhos de corrida, separaram-se uma à direita, outra à esquerda, a da esquerda volta para trás vem petiscando, passará novamente por aqui?
Ai vem ela, quase a chegar e a outra já lá vai seguindo à minha direita, percorrendo o seu caminho e a da esquerda já à minha direita está, vai atrás da outra, o que serão uma à outra? Amigas? Irmãs? Ou serão um casal? Não sei!
Aqui estou eu defronte para o mar!
Por aqui passam as gaivotas a sobrevoar, o sol aqui está, ora me ilumina, ora se esconde, mas sei que aqui está!
Não me lembro que dia é hoje, chego à praia, ligo omp3 estranhamente deixa de funcionar, ok, percebi a mensagem, é mesmo para o desligar.
Tirei a máquina fotográfica, algumas fotos tirei, a bateria deu de sinal, pilhas fracas, ok, vou desligar.
Está frio, aqui parada defronte para o mar!


“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” Jeremias 33:3


Que coisas Senhor?

2 comentários:

Paula disse...

Foi um privilégio ter ouvido este texto e guardar um dos tesouros recolhidos.

Deus está contigo, amiga!

Beijinhos

Andrea disse...

Dorinha,

a tua experiência foi mais profunda do que tu própria imaginavas.

Um abracinho grande!

Deus continue sobre ti!