sábado, 4 de julho de 2009

Voando a um lugar em que só Tu me podes levar até lá, não porque eu mereça, mas porque assim determinaste!

Ontem ao fim da tarde, tive a oportunidade de observar o voo de duas gaivotas, fizeram uns voos espetaculares, ainda não tinha visto nada assim, realmente elas pairam no ar e deixam-se levar pelo vento, vi uma a andar pelo menos um kilometro pairando no céu azul sendo levada pelo vento pairando no ar, deixando-se levar pelo vento, quando ela tentou voar contra o vento, deu para perceber que era bem difícil, mais difícil do que andar de bicicleta contra o vento :) eheh foi um momento especial :D
Apercebi-me que as gaivotas andavam a voar de um lado para o outro, porém olhando para uma em determinado momento, parecia que estava parada no ar, despertou a minha atenção, então a partir daquele momento passei a observá-la, ver como se movimentava o que lhe acontecia, quem lê isto pode achar que não tem nenhum sentido, não sei, depende de cada um, mas partilho, o que me tocou...
... a gaivota estava no ar, parecia parada, mas não era possível, algo a sustentava por segundos, esses segundos passaram e literalmente a gaivota foi empurrada pelo vento que se fazia sentir, um vento forte a levou para longe, percebi que nos primeiros momentos ela foi mesmo empurrada pelo vento, mas depois aproveitou a direcção, a força do vento e deixou-se levar, ela estava pairando no ar, não batia as asas, não se esforçava, tinha-as abertas e assim foi levada pelo vento seguindo a direcção deste, foi levada cerca de um quilómetro para longe da minha vista, pouco tempo depois apareceu, não sei se a mesma se outra, mas ali estava a/ou mais uma gaivota no céu azul, a pairar no ar, decidiu voar contra o vento, coitada, bem grande foi o esforço que teve que fazer, um esforço notável, que se fazia sentir!
Ela voava contra o vento, lançou-se batendo as suas asas, mas o vento era tão forte, que ela teve que baixar uns metros, talvez para uma zona em que não se fazia sentir tanto a força do vento, de novo insistiu em voar contra o vento, batia as suas asas com força, esforço, empenho, determinação e atingiu um ponto mais alto no céu azul, de repente pareceu como se tivesse caído desse ponto mais alto, ou mais: talvez tenha deixado de bater as suas asas e então fez-se sentir a descida, pela ausência da força sentida anteriormente, e de repente vi a gaivota passar à minha frente de um lado para o outro sendo levada pelo vento, como se estivesse a ser empurrada e logo de seguida ela começou a bater as asas e conquistou o lugar que quiz e ao mesmo tempo com as asas abertas, foi pairando no ar sendo levada pela força do vento!
O que tiro daqui, o que me despertou a atenção, foi que por momentos a gaivota deixou-se levar pelo vento, noutros momentos, ela voou contra o vento, empenhando todas as suas forças, antes que estas se extinguissem, ela recoava um pouco, descia uns metros para encontrar descanso, estabilidade, e de novo batia as suas asas, empenhando as suas forças na direcção que pretendia seguir, por momentos pairava no ar numa dependência linda com o vento, deixou-se levar por ele até onde quiz, pensei: Ela pode aproveitar e ir pairando no ar quilometros e quilometros pairando no ar sobre as águas, tendo como fundo o céu azul, como vista o azul do mar e o azul do céu, ambos distintos!
Mas ela foi pairando até onde quiz, durante o tempo que quiz, ela comanda o seu voo, por momentos, por outros não, teve que obedecer ao vento que se fazia sentir, deixar-se ir por ele, ou simplesmente recuperar o equilíbrio diminuindo a intensidade da força com que se empenha para chegar onde quer, ela não desistiu, apenas diminuiu a intensidade da força!
Noutros momentos a sua determinação era tão grande, que empenhou mais força no seu voo, acançando um ponto mais alto no céu azul!
Quem é a gaivota, que tipo de voo, quem é o vento?!
Nós somos a gaivota, o voo, são os nossos sonhos, aspirações, desejos objectivos, o vento ah! O vento, será Deus, por momentos podem ser as dificuldades, as pedras que encontramos no caminho, que nos fazem abrandar, mas que são ultrapassáveis!
Deus como o vento, o vento, como a direcção do Espírito Santo, que leva-nos onde queremos e onde não queremos, onde podemos ir, mas apenas sendo levados por Ele! Sendo guiados, conduzidos amparados!
Outras têm sido as vezes que observo o voo dos pássaros, mas o voo das gaivotas, talvez pelo seu tamanho sejam mais fáceis de observar não sei... mas em alguns momentos penso no voo das gaivotas, porque penso em liberdade, para mim era lógico voo liberdade, liberdade voo!
Considerava o voo sem limites, liberdade absoluta, mas não sei se elas têm assim tanta liberdade, têm muito espaço de "manobra", mas há um limite, algures surge um limite, devido à intensidade, à direcção do vento, não sou especialista :) apenas escrevo sobre o que observo e dou asas :) ao fluir do pensamento...
Mas comparando-me à gaivota, sim eu quero voar! Em liberdade! Mover-me livremente!
Bater as asas com tal intensidade que me leve ao ponto mais alto, aquele que por mim ainda não foi atingido! Ai! mas e a queda? Bem, muitas podem ser as contrariedades!
Mas amparo melhor não como o TEU!
Na vida muitas são as contrariedades que surgem tentando impedir-nos de voar! De voar mais alto, ou de manter o voo, manter a direcção, por vezes é necessário parar de bater as asas, para recuperar fôlego para atingir outro voo mais alto, pairar no ar de asas abertas, contemplando a vista, sendo guiada pelo vento a lugares a pontos onde eu por mais que batesse as asas não conseguiria lá chegar.
Mesmo que batesse as asas e tentasse e chegasse a esse lugar, não teria o sabor de chegar a esse lugar mais alto mais "dentro" pela graça, sem "esforço" sendo um favor imerecido, sendo uma Benção inexplicável, sendo surpreendida!

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