Abro o meu coração! 20 junho 09
Quando estamos a atravessar uma ponte de madeira e lá em baixo passa um rio, nós nos atemorizamos, com receio que algo de errado aconteça, que aquele que por momento é o nosso chão, se vá e de repente não tenhamos onde firmar os nossos passos.
E se a ponte se partir, mesmo quando estamos a atravessá-la a meio, não podemos voltar para trás, correr para a frente será a solução?
O que podemos fazer?
Se estiver ali alguém connosco nas mesmas circunstâncias, ou um pouco mais seguro, desejamos que essa pessoa nos estenda a mão, procuramos alguém que naquele momento seja o nosso porto seguro, o nosso abrigo, alguém que estenda a mão, mas depois perde as suas forças e já não consegue nos segurar e nos desampara!
E se ficamos ali sozinhos?
E se? E se? E se?
Ali sós, temos que enfrentar os nossos medos, os nossos receios, as nossas inseguranças que nos assombram, consomem, querem destruir-nos!
E se essa pessoa simplesmente não nos desampara, mas está ali ao nosso lado!
Não sabe o que dizer, o que fazer, mas está ali simplesmente dando apoio, a sua presença, a sua sinceridade a sua companhia. Está ali!
Juntas se levantam e recomeçam a caminhada lado a lado, caminham, vão se apoiando mutuamente.
Eu preciso de ti! Tu precisas de mim, começamos por dar os passinhos no tamanho que conseguimos dar e vamos caminhando à velocidade que é possível a cada um, cada um no seu tempo, na sua marcha, mas ali estão lado a lado, apoiando-se mutuamente até que as forças começam a ser renovadas, e assim os passos aumentam de tamanho, há uma caminhada que é construída lado a lado, uma caminhada que não é só minha, nem só tua, mas é a nossa caminhada lado a lado. Algo que construímos juntos, respeitando o nosso tempo, o teu e o meu tempo.
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