quinta-feira, 9 de maio de 2013
Amor versus Perdão
Quero aproveitar este momento em que os pensamentos reflexivos me invadem, levam-me a tirar conclusões acerca das aprendizagens adquiridas. Há momentos em que estes pensamentos são breves e passageiros, outros há em que permanecem e me levam a refletir, ponderar, considerar.
Hoje penso sobre o amor e sobre o perdão!
Nós precisamos ser amados, precisamos amar, precisamos respeitar e perdoar assim como desejamos ser perdoados e respeitados. Há diferentes motivos pelos quais alguém se pode sentir magoado, mas hoje penso sobre o perdão, a capacidade de perdoar, o amor e a capacidade de amar. Quando alguém nos magoa sentimo-nos ofendidos, entre outros sentimentos como enraivecidos, revoltados até mesmo traídos. Por vezes estes sentimentos minam-nos por muito tempo, depende da ofensa e da atitude da pessoa que nos ofendeu, também depende de nós, é claro, da nossa atitude, da forma como nos encontramos emocional e espiritualmente. Por vezes levamos segundos, minutos, horas magoados até perdoar, em outras vezes podemos levar meses, até anos para perdoar alguém! Em determinadas circunstâncias no nosso íntimo desejamos perdoar aquela pessoa que nos magoou, mas o que sentimos naquele momento não nos permite ter tal atitude, as emoções que sentimos cada vez que recordamos o sucedido minam-nos, cegam-nos emocionalmente não permitindo que possamos dar o passo no sentido do perdão. Mesmo que o nosso desejo seja o perdão, nesse momento não o conseguimos expressar, acho que a primeira atitude a termos é racionalmente dizermos a nós próprios, um dia eu vou ultrapassar isto, um dia tudo vai ficar bem e mesmo que neste momento não consiga eu quero, eu devo, eu preciso perdoar esta pessoa para meu próprio bem! Quando digo: "eu preciso perdoar para meu próprio bem" é mesmo assim, é tão mau retermos o perdão na nossa mão, nós precisamos libertar-nos dessa má emoção, ou conjunto de emoções, que se não as libertarmos, se não nos livrarmos delas vão ser prejudiciais para nós. A melhor atitude é decidir perdoar, primeiro vem a decisão, ao decidirmos estamos a dar um passo nesse caminho, depois aos poucos chegamos ao perdão, é um processo, podemos colocar restrições, condições, podemos avançar com desconfianças, com receio que o mesmo ocorra, mas o perdão começa a abrir caminho ao amor, e o amor leva-nos a tentar compreender o outro, o porquê da sua atitude, por vezes não a aceitando, mas não aceitar o sucedido não significa negar a outra pessoa para sempre. Hoje penso que quando surge uma boa oportunidade, sincera, verdadeira de reconciliação, devemos abrir a porta e não fechá-la. Nós não sabemos o que motiva o outro, as suas razões, se existem intenções, mas há momentos de não fechar a porta, mas de conceder a oportunidade de mudança.
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